Uma mãe que vigia a tomada há uma década
"Meu nome é Patrícia, sou mãe solo do Pyetro (10 anos). Desde bebê, os pulmões dele foram destruídos pela bronquiolite obliterante. Ele precisa de oxigênio constante, 24 horas por dia. Não existe pausa para nada. Nem para tomar banho."
A máquina que mantém Pyetro vivo depende exclusivamente de energia elétrica. Na periferia onde vivem, as quedas de força são semanais. Quando a luz acaba, a máquina para e a saturação do menino despenca em segundos.
"Eu vivo com o coração na boca. Preciso correr no escuro, tirar os tubos da máquina parada e conectar no cilindro manual de emergência. Se eu demorar um segundo a mais, é tarde demais. Vivo vigiando essa tomada há uma década."
Por dedicar cada minuto ao filho, Patrícia não pode trabalhar fora. Eles vivem apenas com um pequeno benefício do governo. A geladeira vive vazia e falta o básico. O medo constante de não conseguir chegar a tempo em uma queda de energia consome a família.
Por que ele não pode esperar? Os pulmões do Pyetro não funcionam sozinhos. Sem oxigênio, o coração dele bate fraco até parar. Precisamos arrecadar R$ 40.000,00 para comprar um Gerador de Energia Industrial. Isso impede que uma queda de força vire um funeral.
"Eu só queria que meu filho tivesse a chance de amanhecer vivo amanhã." — desabafa Patrícia. Com o gerador automático, o fluxo de vida dele nunca será interrompido.




